sábado, 28 de maio de 2011

4º Fichamento- Gincana de Genética


Perda auditiva genética


Ficha de citações


Rv.Braes.Otorrinolaringol v.69 n.1 São Paulo Jan/Fev 2003 p.100-104
GODINHO,R; Keogh,I;Eavey,R.




"A perda auditiva (PA) é o déficit sensorial mais comum e resulta na restrição das habilidades de se comunicar pela linguagem falada. Uma em cada mil crianças nascem surdas ou se tornarão portadores de surdez profunda ou severa antes que a linguagem seja adquirida (período pré-lingual)2.Outras 2 ou 4 crianças em cada 1000 se tornarão surdas ou portadoras de deficiência auditiva antes da vida adulta2.Nos países desenvolvidos, mais de 50% da surdez na infância é atribuída a causas genéticas2.Até a sétima década, mais de 60% da população terá uma perda auditiva maior que 25dB3." (pag:101)

"Quando a PA congênita ocorre como um sintoma isolado, esta é referida como perda auditiva não sindrômica (PANS). Quando a PA está associada a outros sintomas, esta é referida como perda auditiva sindrômica (PAS). As PANS são responsáveis por aproximadamente 70% das perdas auditivas genéticas. Esta PA genética é predominantemente monogênica e apresenta elevada heterogeneidade, com uma estimativa do número de genes envolvidos entre 50 e 100."(pag:101)

"As perdas auditivas congênitas podem ser transmitidas por meio dos padrões autossômico dominante (15%), autossômico recessivo (80%), ligado ao sexo (2-3%) e mitocondrial (1-2%)."(pag:101)

"A PA genética não-sindrômica é classificada em autossômica dominante e autossômica recessiva e internacionalmente é referida como DFNA e DFNB, respectivamente."(pag:101)

"O fenótipo das DFNB é caracterizado por perda auditiva pré-lingual severa ou profunda, enquanto que a DFNA é usualmente pós-lingual e progressiva. Os genes envolvidos nas PANS codificam uma variedade de proteínas tais como: canais de íons, componentes da matriz extra-celular e proteínas de vesículas sinápticas essenciais para o tráfego de informação inter-celular."(pag:101)

"Quase todos os genes relacionados à DFNA são caracterizados por perda auditiva pós-lingual e de característica progressiva. Com poucas exceções, as DFNA se iniciam na segunda ou terceiras décadas de vida, permitindo o desenvolvimento normal da linguagem."(pag:102)

"Cerca de 30% das perdas auditivas genéticas ocorre associada a uma síndrome e aproximadamente 400 síndromes estão associadas com perda auditiva. Freqüentemente, a perda auditiva em crianças sindrômicas pode ser condutiva, mista ou neurossensorial. As má-formações embriológicas da orelha também podem estar presentes."(pag:102)

"As mutações no cromossoma X causadoras de PA constituem aproximadamente 2% das PA hereditárias. Internacionalmente estas PA são referidas como DFN. Condições clínicas distintas, sindrômicas ou não, têm sido associadas com a herança ligada ao sexo. A PA pode ser: congênita, neurossensorial progressiva, neurossensorial em altas freqüências, neurossensorial condutiva ou PA mista."(pag:102)

"O sistema auditivo é parte integral do sistema de comunicação de todo ser humano. Na sociedade, a comunicação aural é predominante e qualquer indivíduo com PA pode se tornar isolado da mesma. A revolução causada pela genética molecular tem causado um enorme impacto no estudo da audição e das suas doenças. Estes avanços proporcionarão um diagnóstico mais acurado, intervenção precoce e propiciarão melhores resultados. À medida que entendemos os fundamentos genéticos e moleculares do sistema auditivo, este conhecimento ajudará no desenvolvimento de novas terapias e até mesmo no reparo do defeito genético."(pag:104)

Fonte: 
























3º Fichamento - Gincana de Genética

Genética dos transtornos afetivos


Ficha de citações


Rev. Psiq. Clín v.31 n.1 São Paulo 2003 p 34-39
LIMA, I.V.M; SOUGEY, E. B; FILHO, H.P.V. 





“As doenças afetivas constituem síndromes caracterizadas

por alterações patológicas do humor que pode
variar desde uma extrema elação ou euforia até uma
grave depressão ou disforia. Tais síndromes, particularmente
aquelas caracterizadas por depressão, são
bastante comuns e determinam importante prejuízo
à sociedade, inclusive por associarem-se com elevadas
taxas de suicídio.”(pag:35)

“A busca das bases etiológicas e fisiopatológicas
dessas perturbações afetivas, visando à validação dos
atuais constructos diagnósticos e à elaboração de estratégias
terapêuticas e profiláticas mais efetivas, deve
contemplar evidências clínicas disponíveis que apontam
para o componente familiar como um dos principais
fatores de risco para o aparecimento desses quadros.”(pag:35)

“Em regra, nos últimos 30 anos, os pesquisadores têm
seguido a classificação sugerida por Leonhard (1957),
que subdivide os pacientes com transtornos primários
do humor em unipolares, no caso de só apresentarem
depressão como alteração do humor, e bipolares, se
acusam episódios de mania com ou sem depressão,
ou ainda episódios de depressão com hipomania.”(pag:35)

“Os resultados de estudos em famílias de pacientes
com transtorno do humor podem ser sumarizados
assim: o risco de parentes em primeiro grau de indivíduos
não-afetados representativos da população
geral é de quase 1% para doença bipolar e cerca de
5% para depressão unipolar.”(pag:35)

“A maioria dos estudos realizados com gêmeos,36
até o momento, permite estimar a herdabilidade na
depressão unipolar em torno de 40%, enquanto o
transtorno afetivo bipolar teria uma herdabilidade de
aproximadamente 70% a 80%.’(pag:36)

“Um consistente conjunto de evidências indica a existência
de fatores genéticos na suscetibilidade para as
doenças afetivas. Os dados disponíveis no momento
não identificam de modo inequívoco nenhum gene
de vulnerabilidade, mas a velocidade com que surgem
novas tecnologias e abordagens na área de gene-
tica molecular apontam que, provavelmente nos próximos
anos, alguns dos genes relacionados à vulnerabilidade
para a depressão e para o transtorno afetivo
bipolar serão identificados.” (pag:38)

2º Fichamento- Gincana de Genética

Genes relacionados ao metabolismo dos fosfolípides
como fatores de risco para o transtorno afetivo bipolar


Ficha de Citações


Rev.Bras Psiquiatr v.25 n.1 São Paulo 2003 p. 51-55
LIMA, I.V.M; VALLADA, H.



“Os estudos de epidemiologia genética fornecem consistente evidência de que

 o componente genético tem um
papel preponderante no risco para o Transtorno Afetivo Bipolar (TAB),
embora genes de vulnerabilidade ainda
não tenham sido identificados de forma inequívoca.”(pag:51)

“Os dados obtidos com a investigação em famílias de portadores
do Transtorno Afetivo Bipolar (TAB) confirmam a agregação
familiar dessa alteração do humor.”(pag:52)

“Portanto os dados oriundos de estudos com famílias, gêmeos
e adotados fornecem consistente evidência de que o componente
genético tem um papel preponderante no risco para o
TAB e nos últimos anos abordagens de genética molecular vêm
sendo utilizadas na tentativa de identificação dos genes de susceptibilidade
para esta alteração do humor”.(pag:52)

“As estratégias moleculares disponíveis atualmente são basicamente:
a abordagem posicional, em que se busca a presença
de “ligação genética” do fenótipo bipolar com marcadores físicos
nos cromossomos e a abordagem do gene candidato, na
qual se verifica uma possível associação entre enfermidade e
variações (polimorfismos) em determinados genes, escolhidos
para estudo por estar relacionados a hipóteses sobre a
fisiopatologia do transtorno." (pag:52)

“A maioria dos estudos de associação no TAB tem se concentrado
em genes candidatos relacionados com a síntese, transporte,
receptores e catabolização dos neurotransmissores
catecolaminérgicos e serotoninérgicos.9 Esses genes são,
indubitavelmente, importantes candidatos.”  (pag:52)

“É importante ressaltar que evidências atuais acerca do mecanismo
bioquímico dos principais compostos estabilizadores do
humor, utilizados no tratamento do TAB (lítio, valproato e
carbamazepina), indicam que essas drogas não possuem sua
ação principal nos neurotransmissores ou receptores, mas apresentam
efeitos inibitórios nos processos pós-sinápticos de
transdução de sinais modulados pelas fosfolipases”(pag:52)

“Embora os mecanismos de ação das drogas estabilizadoras
do humor não estejam definitivamente estabelecidos, um conjunto
de evidências aponta claramente para uma atividade de
inibição das vias intracelulares de transdução de sinais, sugerindo
que uma hiperatividade das vias  moduladas pelas
fosfolipases estaria envolvida no mecanismo fisiopatológico
que levaria ao TAB.” (pag:53)

“Em conclusão, considerando que os fosfolípides são substâncias
fundamentais na composição química do cérebro e
requeridos para a estrutura de todas as membranas neuronais.
Visto que exercem importante papel nos processos de sinalização
intracelular, seu metabolismo surge como um importante
foco para a investigação de uma base bioquímica dos
transtornos mentais.” (pag:54)

sexta-feira, 27 de maio de 2011

1°Fichamento -Gincana de genética

Fatores genéticos e amabientais na manifestação do transtorno bipolar

Ficha citações
 Rev . Pisq . Clín .Vol32 n.1 São Paulo 2005 p.21-27
Michelon, L; Vallada, H.



“O transtorno bipolar (TB) se caracteriza por alterações
do humor, com recorrência de episódios depressivos e
maníacos ao longo da vida. As estimativas acerca de
sua prevalência na população são em geral conservadoras,
tendo em vista a utilização de estritos critérios
diagnósticos propostos nas classificações categoriais em
uso atualmente.”(pag:22)

“Em virtude da grande frequência na população,
compreender a etiologia e fisiopatologia do TB, em toda
sua heterogeneidade, torna-se extremamente importante
para definir condutas de tratamento e prevenção.
Para tanto, estratégias de investigação nos campos
genético, epidemiológico e psicossocial permitem obter
essa compreensão.”(pag:22)

“A sugestão de herdabilidade dos transtornos mentais
ocorreu inicialmente por meio de observações
clínicas e achados de estudos epidemiológicos com
familiares de pacientes.”(pag:22)

“O TB se insere entre as doenças
geneticamente complexas, cuja manifestação
depende da presença de um conjunto de genes que
interagem entre si resultando em uma fisiopatologia
também complexa, até o momento pouco definida.
Outro aspecto inerente às doenças complexas é a influência
do meio sobre a expressão gênica e sobre a modulação da atividade dos produtos expressos.”(pag:22)

“O fator mais significativamente associado
ao desenvolvimento de TB, encontrado em vários
estudos, é história familiar positiva, o que remete aos
fatores genéticos sugerindo mais uma vez a interação
gene–ambiente, necessária para a expressão de um
fenótipo comportamental.”(pag:23)

“Por meio dos estudos de citogenética, foram exploradas
possíveis aberrações cromossômicas associadas ao
surgimento do TB. Várias regiões foram identificadas
como candidatas na suscetibilidade genética do TB.”(pag:23)

“Diferentes mecanismos genéticos podem estar envolvidos
na etiopatogenia do TB, tais como alterações
cromossômicas, heterogeneidade de alelos, heterogeneidade
de genes (loci), epistasis, mutação dinâmica
levando ao fenômeno de antecipação, imprinting e
mutação de genes mitocondriais.”(pag:23)

“Os fatores epigenéticos referem-se a modificações do
DNA que regulam a atividade do genoma. A compreensão
desses mecanismos permite melhor avaliação dos
padrões de herança que ocorrem no TB, como, por
exemplo, a discordância de fenótipo entre gêmeos monozigóticos,
a idade de risco para o surgimento da doença,
as diferenças clínicas entre homens e mulheres e o
curso flutuante da doença. Um dos mecanismos usados
nesse controle é o imprinting.”(pag:24)

“Imprinting refere-se a um padrão de herança nãomendeliana
em que a transmissão do fenótipo depende
da origem parental do alelo associado à doença. Observaram que pacientes
bipolares possuem com maior freqüência mães afetadas
do que pais afetados e mais ancestrais maternos
afetados que ancestrais paternos, o que sugere aumento
do risco para prole de mães afetadas.”(pag:24)

“No caso do TB, a compreensão do padrão de expressão gênica
decorrente da exposição ao lítio ou aos anticonvulsivantes
permite distinguir subgrupos de genes
modulados pela ação do lítio que podem marcar uma
boa resposta, ou ainda, definir subtipos genéticos do
TB responsivos ou não aos estabilizadores do humor.”(pag:25)
“Indivíduos afetados por TB se deparam com a importante
questão relativa ao risco de sua prole desenvolver
a doença. Os estudos populacionais possibilitaram
fazer estimativas de risco da ocorrência de TB em
parentes de portadores. Sabe-se que, quanto maior a
proximidade de parentesco, maior o risco de desenvolver
TB.”(pag:25)

“De modo geral, quanto maior o número de afetados
com parentesco próximo, maior a chance de um
individuo manifestar a doença. Por ser uma doença
complexa, quanto maior o número de variantes gênicas
de suscetibilidade e quanto maior o contato com
fatores ambientais precipitantes, maior o risco.”(pag:25)

“Um bom aconselhamento genético, portanto,
assegurará que a pessoa com TB considere e pondere
juntamente com seu cônjuge sobre todas as questões
concernentes aos riscos antes de decidir a ter um filho.
De modo diferente das doenças genéticas associadas a
um único gene, nesse caso o grau de incerteza sobre o
risco avaliado para a descendência de uma pessoa
afetada é elevado.”(pag:25)

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Visita a APAE item 2

     A APAE uma instituição filantrópica, que recebe apoio de orgãos do Estado e Município, da Faculdade Leão Sampaio, de alguns programas realizados por eles e de parceiros. Encontra-se dividida em duas partes: a clínica, que atende hoje cerca de 180 pacientes e tem a contribuição do trabalho de uma geneticista , uma psicóloga , psiquiatra e uma assistente social. A clínica atende além da região do Cariri ,outras regiões próximas. A parte da escola conta com o ensino de educação infantil e ensino fundamental (1º ciclo) , além da educação de Jovens e Adultos e ensino profissionalizante.
     A visita aconteceu no dia 23/05/2011 , feita junto com o professor Francisco de OSP. Na chegada fomos recebidos pela coordenadora que falou um pouco sobre a instituição e todos os seus trabalhos, suas instalações e sobre o funcionamento da clínica e da escola.
    Depois assistimos a  apresentação "Andança pelos ritmos do Brasil" realizada pelo grupo de dança da APAE, que mistura vários ritmos de dança regionais . Ao final saimos para a visita nas instalações.Primeiro visitamos a brinquedoteca e fomos as salas de aulas.
    Seguindo a visita, fomos a sala de artesanato, feito em argila e biscuit . Depois visitamos a sala de música, onde os alunos se encontravam  ensaiando.Visitamos a sala de teatro e de dança. O que se pode tirar dessa experiência é que o trabalho realizado na APAE é muito bonito, dá assistência a pessoas portadoras de deficiências e aos pais destas, com vários projetos e um trabalho que procura fazer a socialização destas pessoas com a sociedade , procurando assim diminuir o preconceito que ainda é muito presente na sociedade. 
           
                                                                                
                                                                          
Adorei a visita, uma experiência maravilhosa!!!!!!!!!!