domingo, 29 de maio de 2011

6º Fichamento - Gincana de Genética

A genética dos distúrbios do sono na infância e adolescência


Ficha de Citações


Jor. Pediatria v.84 n.4 (Supl) São Paulo 2008  p 27-32
NUNES, M.L; BRUNI , O.


“Os distúrbios do sono (DS) são relatados freqüentemente
durante a infância e adolescência. A história familiar positiva
é comum. Devido a sua elevada prevalência podem representar
uma epidemia mundial emergente.”(pag:27)

“A importância do diagnóstico e tratamento dos distúrbios
do sono em crianças depende, entre outros fatores, dos achados
sobre a influência do sono e do temperamento na vida
escolar.”(pag:27)

“Muitos distúrbios do sono apresentam recorrência familiar,
mas até hoje a pesquisa sobre a genética molecular dos
distúrbios do sono continua sendo, surpreendentemente, um
dos últimos campos ativos.”(pag:27)

“Os estudos genéticos geralmente se restringem à narcolepsia,
à síndrome das pernas inquietas (SPI) e a apnéia obstrutiva
do sono.”(pag:27)

“A narcolepsia é um distúrbio crônico do sono que ocorre
com predominância levemente maior em indivíduos do sexo
masculino, entre a infância e a quinta década de vida, atingindo
seu clímax na segunda década. A doença é caracterizada
por uma tétrade de sintomas relativos à ocorrência de
sono REM (sono com movimento rápido dos olhos) em
momentos inadequados: sonolência diurna excessiva, cateplexia ,
(queda abrupta com perda de tônus muscular, sem
perda de consciência, geralmente provocada por emoções
como riso, raiva ou surpresa), paralisia do sono (experiência
aterradora que ocorre ao início do sono ou ao acordar, em que
o paciente se descobre subitamente incapaz de se mover, falar
ou respirar profundamente) e alucinações hipnagógicas/
hipnopômpicas (sonhos vívidos que podem ser difíceis de distinguir
da realidade e alucinações auditivas, visuais ou
cenestopáticas que ocorrem no começo do sono , tanto diurno
como noturno).”(pag:28)

“Estes achados permitem uma nova compreensão da patofisiologia
da narcolepsia: uma característica genética específica
(a mutação de HLA no cromossomo 6) pode aumentar a
susceptibilidade dos neurônios que contêm hipocretina a ataques
imunes. A hipótese mais provável para a narcolepsia é
um processo auto-imune que atinge os neurônios de hipocretina
em resposta a fatores ambientais desconhecidos. Dentro desta perspectiva, os neurologistas e pediatras
devem estar cientes que o tratamento inicial com imunoglobulinas em crianças
e adolescentes recém-diagnosticados
com narcolepsia pode atrasar o avanço da doença e até
mesmo limitar ou evitar a necessidade de tratamento crônico
com anfetaminas, agentes promotores de vigília (modafinil)
ou antidepressivos15.”(pag:28)

“A síndrome do atraso
de fase do sono (SAFS) é caracterizada pelo atraso do início
do sono e pela demora para acordar (3-6 horas) em relação
aos horários convencionais para as duas ações. Os pacientes
típicos normalmente não adormecem antes das 2h da manhã
e não acordam antes das 10-12h, apesar da arquitetura do
sono poder ser considerada normal. Os pacientes normalmente
relatam estarem mais alertas durante a noite do que
durante a manhã. Quando o paciente é forçado a acordar mais
cedo devido a compromissos escolares, o resultado pode ser
a insuficiência crônica de sono e o excesso de sonolência
diurna. Esta é uma das reclamações mais freqüentes na adolescência,
associada também a problemas de desempenho
escolar1,20. O atraso de fase de sono está associado ao polimorfismo
em Per3. A síndrome do avanço de fase do sono é
caracterizada por horários de início de sono e de acordar habitual
e involuntariamente mais cedo do que a média da sociedade.
Esta síndrome, menos comum do que a SAFS ,geralmente ocorre na faixa etária pediátrica e é causada por uma mutação pontual em um gene do relógio biológico(Per2).”(pag:28)

“A insônia é definida como a dificuldade iniciar e/ou manter
o sono. A insônia infantil geralmente está relacionada com
uma série de fatores externos e ambientais ou a hábitos que
variam com a idade, da primeira infância à adolescência. Sua
patofisiologia é completamente diferente na idade adulta e,
portanto, a abordagem clínica do pediatra também deve ser.
Apesar dessa queixa estar associada freqüentemente a história
familiar positiva, nenhum gene específico foi descoberto
para a insônia.”(pag:29)

“A etiologia da apnéia do obstrutiva do sono é multifatorial
e consiste de uma associação entre fatores anatômicos e neuromusculares,
além da predisposição genética. A obesidade
relacionada com a apnéia do obstrutiva do sono atinge níveis
de problema de saúde pública entre crianças, principalmente
em países desenvolvidos.”(pag:29)
“Sabe-se que a gravidade da apnéia do obstrutiva do sono
representa apenas aproximadamente 40% da variância em
desempenho cognitivo, e que os determinantes genéticos da
susceptibilidade individual podem contribuir para a morbidade.”(pag:29)
“A síndrome de hipoventilação central congênita é umraro
distúrbio do controle respiratório caracterizado pela hipoventilação
durante o sono, a não-responsividade a estimulantes
respiratórios e a inconsciência da hipóxia com respiração
básica adequada durante a vigília. O curso clínico varia, mas
os sintomas podem ser reconhecidos, em alguns casos, desde
os primeiros dias de vida (cianose, apnéia, falhas respiratórias
súbitas durante o sono).”(pag:29)

“A SPI é umdistúrbio do sono cujo diagnóstico muitas vezes
é confundido com dores do crescimento na infância1. A SPI é
caracterizada porumaânsia irresistível e constante pormover
as pernas, mesmo quando a pessoa está adormecendo, e por
sensações desconfortáveis nos membros inferiores. A SPI é
uma causa importante de interrupções do sono, e na maioria
dos pacientes é possível detectar movimentos periódicos dos
membros durante o sono.”(pag:30)

“As parassônias pediátricas reúnem uma variedade de
comportamentos e atividade motora alterados durante o
sono. Estes eventos incluem movimentos, comportamentos, emoções, percepções,
sonhos e funcionamento do sistema nervoso
autônomo anormais relativos ao sono.” (pag:30)

“Apesar da maioria dos distúrbios do sono ainda não terem
Uma base molecular identificada, técnicas modernas são cada
vez mais usadas para determinar a contribuição dos genes ao
sono e aos seus distúrbios associados. A importância clínica
destas descobertas pode estar relacionada com a melhoria
de métodos diagnósticos, mas também como alvo para o

sábado, 28 de maio de 2011

5º Fichamento - Gincana de Genética

A predispodição genética na síncope vasovagal

Ficha de Citações
Rev. Assoc.Med.Bras v.55 n.1 São Paulo 2009 p.19-21


“Síncope é caracterizada como a perda súbita da consciência, associada à incapacidade de manutenção do tônus postural, com recuperação espontânea1,2. Pode ocorrer repentinamente ou ser precedida por sintomas com duração variável, tais como: tontura, calor, sudorese, palpitação, náusea e turvação visual1. É entidade bastante comum, podendo ocorrer em 30% da população adulta3,4. Dentre as diversas etiologias, a síncope vasovagal é a mais frequente, correspondendo a 50% dos diagnósticos.”(pag:19)


“A fisiopatologia da síncope vasovagal não é bem conhecida. Em pessoas predispostas, estímulos como dor, ansiedade e estresse podem desencadear uma resposta exacerbada do sistema nervoso autônomo. Ocorrem, então, estimulação vagal e inibição simpática com consequente bradicardia e relativa perda da vasoconstrição periférica resultando em hipotensão9. A diminuição dos níveis pressóricos leva a um estado de hipoperfusão cerebral acarretando comprometimento da consciência. O diagnóstico pode ser realizado através da anamnese e exame físico; entretanto é o teste de inclinação ortostática (TI) o exame de maior acurácia, especialmente quando a etiologia é indeterminada.”(pag:19)


“Identificou-se que o diagnóstico de síncope vasovagal, estabelecido por anamnese, exame físico e TI positivo, associou-se fortemente com história familiar de síncope. Tais dados sugerem a existência de algum fator, possivelmente transmitido de uma geração para outra, capaz de determinar ou predispor a síncope vasovagal em parentes de pacientes com essa patologia.”(pag:20)


“A intensidade da associação observada é muito grande para ser explicada apenas por fatores ambientais comuns aos membros das famílias estudadas. Tal associação sugere que algum componente herdado possa estar implicado na fisiopatologia da síncope vasovagal. Atualmente, ainda não podemos inferir com certeza se a síncope vasovagal sofre influência de uma tendência genética ou mesmo se é proveniente de uma combinação dessas alterações com fatores ambientais aos quais esses indivíduos estariam expostos13. Através da observação de casos em parentes de primeiro grau acredita-se que mecanismos genéticos estejam envolvidos. Ainda não foram estabelecidos os genes possivelmente envolvidos na etiologia da síncope vasovagal. Alterações no gene da ECA foram recentemente estudadas como possíveis fatores causadores de síncope, porém resultados significativos que o associem ao desenvolvimento dessa patologia não foram encontrados. Um bom começo é o estudo de genes que tenham alguma relação com os mediadores químicos do sistema nervoso autônomo. Genes candidatos à pesquisa são aqueles que originam receptores de serotonina, transportadores de noradrenalina ou relacionados com a acetilcolina.”(pag:21)


“Observamos que pacientes com síncope vasovagal têm, em sua maioria, parentes de primeiro grau com a mesma patologia. Concluímos, então, que possivelmente haja uma correlação entre síncope vasovagal e história familiar positiva.”(pag:21)


Fonte:http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-42302009000100009&lang=pt

4º Fichamento- Gincana de Genética


Perda auditiva genética


Ficha de citações


Rv.Braes.Otorrinolaringol v.69 n.1 São Paulo Jan/Fev 2003 p.100-104
GODINHO,R; Keogh,I;Eavey,R.




"A perda auditiva (PA) é o déficit sensorial mais comum e resulta na restrição das habilidades de se comunicar pela linguagem falada. Uma em cada mil crianças nascem surdas ou se tornarão portadores de surdez profunda ou severa antes que a linguagem seja adquirida (período pré-lingual)2.Outras 2 ou 4 crianças em cada 1000 se tornarão surdas ou portadoras de deficiência auditiva antes da vida adulta2.Nos países desenvolvidos, mais de 50% da surdez na infância é atribuída a causas genéticas2.Até a sétima década, mais de 60% da população terá uma perda auditiva maior que 25dB3." (pag:101)

"Quando a PA congênita ocorre como um sintoma isolado, esta é referida como perda auditiva não sindrômica (PANS). Quando a PA está associada a outros sintomas, esta é referida como perda auditiva sindrômica (PAS). As PANS são responsáveis por aproximadamente 70% das perdas auditivas genéticas. Esta PA genética é predominantemente monogênica e apresenta elevada heterogeneidade, com uma estimativa do número de genes envolvidos entre 50 e 100."(pag:101)

"As perdas auditivas congênitas podem ser transmitidas por meio dos padrões autossômico dominante (15%), autossômico recessivo (80%), ligado ao sexo (2-3%) e mitocondrial (1-2%)."(pag:101)

"A PA genética não-sindrômica é classificada em autossômica dominante e autossômica recessiva e internacionalmente é referida como DFNA e DFNB, respectivamente."(pag:101)

"O fenótipo das DFNB é caracterizado por perda auditiva pré-lingual severa ou profunda, enquanto que a DFNA é usualmente pós-lingual e progressiva. Os genes envolvidos nas PANS codificam uma variedade de proteínas tais como: canais de íons, componentes da matriz extra-celular e proteínas de vesículas sinápticas essenciais para o tráfego de informação inter-celular."(pag:101)

"Quase todos os genes relacionados à DFNA são caracterizados por perda auditiva pós-lingual e de característica progressiva. Com poucas exceções, as DFNA se iniciam na segunda ou terceiras décadas de vida, permitindo o desenvolvimento normal da linguagem."(pag:102)

"Cerca de 30% das perdas auditivas genéticas ocorre associada a uma síndrome e aproximadamente 400 síndromes estão associadas com perda auditiva. Freqüentemente, a perda auditiva em crianças sindrômicas pode ser condutiva, mista ou neurossensorial. As má-formações embriológicas da orelha também podem estar presentes."(pag:102)

"As mutações no cromossoma X causadoras de PA constituem aproximadamente 2% das PA hereditárias. Internacionalmente estas PA são referidas como DFN. Condições clínicas distintas, sindrômicas ou não, têm sido associadas com a herança ligada ao sexo. A PA pode ser: congênita, neurossensorial progressiva, neurossensorial em altas freqüências, neurossensorial condutiva ou PA mista."(pag:102)

"O sistema auditivo é parte integral do sistema de comunicação de todo ser humano. Na sociedade, a comunicação aural é predominante e qualquer indivíduo com PA pode se tornar isolado da mesma. A revolução causada pela genética molecular tem causado um enorme impacto no estudo da audição e das suas doenças. Estes avanços proporcionarão um diagnóstico mais acurado, intervenção precoce e propiciarão melhores resultados. À medida que entendemos os fundamentos genéticos e moleculares do sistema auditivo, este conhecimento ajudará no desenvolvimento de novas terapias e até mesmo no reparo do defeito genético."(pag:104)

Fonte: 
























3º Fichamento - Gincana de Genética

Genética dos transtornos afetivos


Ficha de citações


Rev. Psiq. Clín v.31 n.1 São Paulo 2003 p 34-39
LIMA, I.V.M; SOUGEY, E. B; FILHO, H.P.V. 





“As doenças afetivas constituem síndromes caracterizadas

por alterações patológicas do humor que pode
variar desde uma extrema elação ou euforia até uma
grave depressão ou disforia. Tais síndromes, particularmente
aquelas caracterizadas por depressão, são
bastante comuns e determinam importante prejuízo
à sociedade, inclusive por associarem-se com elevadas
taxas de suicídio.”(pag:35)

“A busca das bases etiológicas e fisiopatológicas
dessas perturbações afetivas, visando à validação dos
atuais constructos diagnósticos e à elaboração de estratégias
terapêuticas e profiláticas mais efetivas, deve
contemplar evidências clínicas disponíveis que apontam
para o componente familiar como um dos principais
fatores de risco para o aparecimento desses quadros.”(pag:35)

“Em regra, nos últimos 30 anos, os pesquisadores têm
seguido a classificação sugerida por Leonhard (1957),
que subdivide os pacientes com transtornos primários
do humor em unipolares, no caso de só apresentarem
depressão como alteração do humor, e bipolares, se
acusam episódios de mania com ou sem depressão,
ou ainda episódios de depressão com hipomania.”(pag:35)

“Os resultados de estudos em famílias de pacientes
com transtorno do humor podem ser sumarizados
assim: o risco de parentes em primeiro grau de indivíduos
não-afetados representativos da população
geral é de quase 1% para doença bipolar e cerca de
5% para depressão unipolar.”(pag:35)

“A maioria dos estudos realizados com gêmeos,36
até o momento, permite estimar a herdabilidade na
depressão unipolar em torno de 40%, enquanto o
transtorno afetivo bipolar teria uma herdabilidade de
aproximadamente 70% a 80%.’(pag:36)

“Um consistente conjunto de evidências indica a existência
de fatores genéticos na suscetibilidade para as
doenças afetivas. Os dados disponíveis no momento
não identificam de modo inequívoco nenhum gene
de vulnerabilidade, mas a velocidade com que surgem
novas tecnologias e abordagens na área de gene-
tica molecular apontam que, provavelmente nos próximos
anos, alguns dos genes relacionados à vulnerabilidade
para a depressão e para o transtorno afetivo
bipolar serão identificados.” (pag:38)

2º Fichamento- Gincana de Genética

Genes relacionados ao metabolismo dos fosfolípides
como fatores de risco para o transtorno afetivo bipolar


Ficha de Citações


Rev.Bras Psiquiatr v.25 n.1 São Paulo 2003 p. 51-55
LIMA, I.V.M; VALLADA, H.



“Os estudos de epidemiologia genética fornecem consistente evidência de que

 o componente genético tem um
papel preponderante no risco para o Transtorno Afetivo Bipolar (TAB),
embora genes de vulnerabilidade ainda
não tenham sido identificados de forma inequívoca.”(pag:51)

“Os dados obtidos com a investigação em famílias de portadores
do Transtorno Afetivo Bipolar (TAB) confirmam a agregação
familiar dessa alteração do humor.”(pag:52)

“Portanto os dados oriundos de estudos com famílias, gêmeos
e adotados fornecem consistente evidência de que o componente
genético tem um papel preponderante no risco para o
TAB e nos últimos anos abordagens de genética molecular vêm
sendo utilizadas na tentativa de identificação dos genes de susceptibilidade
para esta alteração do humor”.(pag:52)

“As estratégias moleculares disponíveis atualmente são basicamente:
a abordagem posicional, em que se busca a presença
de “ligação genética” do fenótipo bipolar com marcadores físicos
nos cromossomos e a abordagem do gene candidato, na
qual se verifica uma possível associação entre enfermidade e
variações (polimorfismos) em determinados genes, escolhidos
para estudo por estar relacionados a hipóteses sobre a
fisiopatologia do transtorno." (pag:52)

“A maioria dos estudos de associação no TAB tem se concentrado
em genes candidatos relacionados com a síntese, transporte,
receptores e catabolização dos neurotransmissores
catecolaminérgicos e serotoninérgicos.9 Esses genes são,
indubitavelmente, importantes candidatos.”  (pag:52)

“É importante ressaltar que evidências atuais acerca do mecanismo
bioquímico dos principais compostos estabilizadores do
humor, utilizados no tratamento do TAB (lítio, valproato e
carbamazepina), indicam que essas drogas não possuem sua
ação principal nos neurotransmissores ou receptores, mas apresentam
efeitos inibitórios nos processos pós-sinápticos de
transdução de sinais modulados pelas fosfolipases”(pag:52)

“Embora os mecanismos de ação das drogas estabilizadoras
do humor não estejam definitivamente estabelecidos, um conjunto
de evidências aponta claramente para uma atividade de
inibição das vias intracelulares de transdução de sinais, sugerindo
que uma hiperatividade das vias  moduladas pelas
fosfolipases estaria envolvida no mecanismo fisiopatológico
que levaria ao TAB.” (pag:53)

“Em conclusão, considerando que os fosfolípides são substâncias
fundamentais na composição química do cérebro e
requeridos para a estrutura de todas as membranas neuronais.
Visto que exercem importante papel nos processos de sinalização
intracelular, seu metabolismo surge como um importante
foco para a investigação de uma base bioquímica dos
transtornos mentais.” (pag:54)

sexta-feira, 27 de maio de 2011

1°Fichamento -Gincana de genética

Fatores genéticos e amabientais na manifestação do transtorno bipolar

Ficha citações
 Rev . Pisq . Clín .Vol32 n.1 São Paulo 2005 p.21-27
Michelon, L; Vallada, H.



“O transtorno bipolar (TB) se caracteriza por alterações
do humor, com recorrência de episódios depressivos e
maníacos ao longo da vida. As estimativas acerca de
sua prevalência na população são em geral conservadoras,
tendo em vista a utilização de estritos critérios
diagnósticos propostos nas classificações categoriais em
uso atualmente.”(pag:22)

“Em virtude da grande frequência na população,
compreender a etiologia e fisiopatologia do TB, em toda
sua heterogeneidade, torna-se extremamente importante
para definir condutas de tratamento e prevenção.
Para tanto, estratégias de investigação nos campos
genético, epidemiológico e psicossocial permitem obter
essa compreensão.”(pag:22)

“A sugestão de herdabilidade dos transtornos mentais
ocorreu inicialmente por meio de observações
clínicas e achados de estudos epidemiológicos com
familiares de pacientes.”(pag:22)

“O TB se insere entre as doenças
geneticamente complexas, cuja manifestação
depende da presença de um conjunto de genes que
interagem entre si resultando em uma fisiopatologia
também complexa, até o momento pouco definida.
Outro aspecto inerente às doenças complexas é a influência
do meio sobre a expressão gênica e sobre a modulação da atividade dos produtos expressos.”(pag:22)

“O fator mais significativamente associado
ao desenvolvimento de TB, encontrado em vários
estudos, é história familiar positiva, o que remete aos
fatores genéticos sugerindo mais uma vez a interação
gene–ambiente, necessária para a expressão de um
fenótipo comportamental.”(pag:23)

“Por meio dos estudos de citogenética, foram exploradas
possíveis aberrações cromossômicas associadas ao
surgimento do TB. Várias regiões foram identificadas
como candidatas na suscetibilidade genética do TB.”(pag:23)

“Diferentes mecanismos genéticos podem estar envolvidos
na etiopatogenia do TB, tais como alterações
cromossômicas, heterogeneidade de alelos, heterogeneidade
de genes (loci), epistasis, mutação dinâmica
levando ao fenômeno de antecipação, imprinting e
mutação de genes mitocondriais.”(pag:23)

“Os fatores epigenéticos referem-se a modificações do
DNA que regulam a atividade do genoma. A compreensão
desses mecanismos permite melhor avaliação dos
padrões de herança que ocorrem no TB, como, por
exemplo, a discordância de fenótipo entre gêmeos monozigóticos,
a idade de risco para o surgimento da doença,
as diferenças clínicas entre homens e mulheres e o
curso flutuante da doença. Um dos mecanismos usados
nesse controle é o imprinting.”(pag:24)

“Imprinting refere-se a um padrão de herança nãomendeliana
em que a transmissão do fenótipo depende
da origem parental do alelo associado à doença. Observaram que pacientes
bipolares possuem com maior freqüência mães afetadas
do que pais afetados e mais ancestrais maternos
afetados que ancestrais paternos, o que sugere aumento
do risco para prole de mães afetadas.”(pag:24)

“No caso do TB, a compreensão do padrão de expressão gênica
decorrente da exposição ao lítio ou aos anticonvulsivantes
permite distinguir subgrupos de genes
modulados pela ação do lítio que podem marcar uma
boa resposta, ou ainda, definir subtipos genéticos do
TB responsivos ou não aos estabilizadores do humor.”(pag:25)
“Indivíduos afetados por TB se deparam com a importante
questão relativa ao risco de sua prole desenvolver
a doença. Os estudos populacionais possibilitaram
fazer estimativas de risco da ocorrência de TB em
parentes de portadores. Sabe-se que, quanto maior a
proximidade de parentesco, maior o risco de desenvolver
TB.”(pag:25)

“De modo geral, quanto maior o número de afetados
com parentesco próximo, maior a chance de um
individuo manifestar a doença. Por ser uma doença
complexa, quanto maior o número de variantes gênicas
de suscetibilidade e quanto maior o contato com
fatores ambientais precipitantes, maior o risco.”(pag:25)

“Um bom aconselhamento genético, portanto,
assegurará que a pessoa com TB considere e pondere
juntamente com seu cônjuge sobre todas as questões
concernentes aos riscos antes de decidir a ter um filho.
De modo diferente das doenças genéticas associadas a
um único gene, nesse caso o grau de incerteza sobre o
risco avaliado para a descendência de uma pessoa
afetada é elevado.”(pag:25)